:: Adeus às indústrias: até quando?
 


(28/09/2002)

Mais uma indústria acaba de deixar Pernambuco. Agora chegou a vez da Alpargatas. Após, 34 anos de atividades no estado, fecha as suas portas com a eliminação de 400 postos de trabalho. A transferência, definitiva da produção de solados de borracha instalada em Jaboatão dos Guararapes, para suas fábricas na Paraíba e Rio Grande do Norte, deverá significar o aumento de cerca de 300 vagas nas suas unidades. A alegação é sempre a mesma, redução nos custos operacionais da empresa. O que falta ao nosso estado, para garantir a permanência de nossas indústrias? Temos assistidos passivos, o fechamento de fábricas como: Verlon, Elekeiroz, Himeca, Springer Carrier, Romi, Hering, General Eletric, Consinor, Borlem, Amorim Primo e tantas outras que perdemos a conta. Com os meus parcos conhecimentos de economia, como engenheiro e administrador de empresas, não compreendo o crescimento das atividades de serviços sem a presença da indústria. Advogamos a idéia que Pernambuco é geograficamente um local moldado para o desenvolvimento da logística. Temos o porto de Suape, duplicação da BR-232, municípios pólos logísticos como: Caruaru, Araripina, Salgueiro, Petrolina, que se caracterizam como áreas de produção e distribuição de produtos. Tudo isso, apesar de vermos se arrastar a questão da efetivação da Transnordestina, que tanta falta traz ao nosso transporte ferroviário.
Será que não temos condições de analisar e eliminar as causas que levam a tantas empresas tomarem esse tipo de decisão? Projetos implantados a tanto tempo, serem abandonados a própria sorte e morrerem? E o suor derramado por pernambucanos da fábrica 7, que se esforçaram ao máximo por resultados positivos? O que está faltando? Será que o estado de Pernambuco, com a mão de obra disponível, desempregada, não poderia fomentar a produção dos componentes do produto? Não temos condições de dar mais agilidade ao processo de produção sem sair de Pernambuco? Logisticamente falando, estamos mais bem preparados para atender no suprimento à fábrica e desenvolver a distribuição física dos produtos. É com pesar, que presencio este fato, por ter sido um ex-funcionário da Alpargatas Nordeste. Pernambuco precisa mudar!.

MARCÍLIO CUNHA, PROFESSOR UNIVERSITÁRIO,
ENGENHEIRO E ADMINISTRADOR,
CONSULTOR DE EMPRESAS.


. .
. . . . . . . . . . . . . .
. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

Página Desenvolvida pela Brasilnet®

Publicidade:




 
 
 

 

 

 

   
 
 
 

 
Página desenvolvida pela Brasilnet     

Publicidade: