| :: O maior pólo logístico da região nordeste |
A receita gerada no município está estimada em US$ 600 milhões, com crescimento médio anual de 7%. A cidade tem uma população de 218 mil habitantes, sendo 70% desse total de imigrantes em busca de oportunidades de investimentos e trabalho. A renda per capita, US$ 2,5 mil, o que vem ajudando no declínio da taxa de indigência. Entre 1996 e 1999, o índice caiu 10,11%, enquanto no Recife cresceu 1,79%, de acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O Instituto considera indigentes, famílias com renda per capita inferior a 50% do salário mínimo. Petrolina, tem 4665 quilômetros quadrados, área correspondente a 4,81% do território de Pernambuco. São 46,8 habitantes por quilômetro quadrado. Apesar do crescimento dos negócios em fruticultura, a cidade tem uma taxa de urbanização de 76,08%. De acordo do último censo, chegam ao município, por ano, cerca de sete mil novos habitantes - um dos crescimentos mais dinâmicos no interior brasileiro. O potencial de consumo está estimado em R$ 500 milhões / ano, o que atrai novas indústrias e empresas no setor de serviços. A captação de recursos privados para novos empreendimentos na cidade está sendo coordenada pela prefeitura com auxilio de uma consultoria contratada em São Paulo. As vantagens competitivas da cidade estão sendo apresentadas para empresas em todo o eixo sudeste e para o exterior. A economia de Petrolina tem sido a fruticultura irrigada. Em função do crescimento desse setor, outras potencialidades estão sendo relegadas a segundo plano. Essa reversão está sendo realizada através da prefeitura e iniciativa privada do município. A localização de Petrolina, no extremo oposto do Recife, e, em média, distante 700 quilômetros das principais capitais nordestinas (Recife, Fortaleza, Salvador e João Pessoa), favorece a consolidação desses eixos. Hoje, cerca de 50% dos atendimentos de saúde são registrados para pacientes de municípios e estados vizinhos, como Piauí, Bahia e Ceará. No setor de logística, à distância das capitais também é uma vantagem competitiva. A maior parte das cargas destinados ao interior nordestino passa pela cidade, favorecendo a criação de um polo. Segundo levantamentos da prefeitura, a cidade tem influência em um raio de 250 quilômetros, atingindo uma população de 1,7 milhão de pessoas. A concretização do polo será beneficiada pela implantação do aeroporto-industrial da cidade, o primeiro do interior nordestino, em fase final de planejamento. E para garantir a continuidade do crescimento da fruticultura, a prefeitura está buscando atrair indústrias beneficiadoras e empacotadoras de frutas. Outro fator de competitividade, é a proximidade com as principais capitais nordestinas. Esse fator permite que as frotas sejam otimizadas e, antes de atingir as capitais, as empresas podem realizar distribuição por várias cidades de pequeno a médio portes que estejam no trajeto. Existe ainda a disponibilidade de utilização da hidrovia - são 1,3 mil quilômetros navegáveis de Petrolina até Pirapora (MG). Da ferrovia transnordestina a ser construída, faltam 200 quilômetros para chegar ao município. Por enquanto, as empresas estão apostando apenas na fruticultura, mas há outros produtos que podem ser mais explorados, como madeira, pedra, grão e gesso. Por tudo isso, Petrolina fez 106 anos com muita disposição para trabalhar e para crescer. MARCÍLIO CUNHA, PROFESSOR UNIVERSITÁRIO, |
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