| :: Aeroporto - Industrial: Viabilizando o transporte de cargas |
Como vimos, a criação da modalidade de operação industrial visa estimular a instalação de unidades na área do aeroporto. Destinam-se a empresas com produtos de alta tecnologia e valor agregado, que dependem de uma estrutura de carga bem desenvolvida e trabalham com estoque reduzido de mercadorias, a exemplo do Just-In-Time (em tempo real). A Receita Federal orienta o município contemplado para sua implantação, bastando a edição de uma portaria e o trabalho de atração das empresas, que contarão com incentivos fiscais. Portanto, a idéia é construir galpões nas áreas contíguas aos aeroportos para a montagem de produtos destinados ao mercado internacional. Na primeira etapa, três aeroportos foram escolhidos: Confins (MG), Galeão (RJ) e Petrolina (PE). Entre os setores possíveis estão as industriais farmacêutica, química, de eletrodomésticos e telecomunicações. O GRUPO FIAT, já exporta por Confins peças de veículos para mercados do mundo inteiro. A FIAT AUTOMÓVEIS e seus fornecedores realizam trocas com suas parcerias no exterior pelo processo Just-In-Time. A GE VARIG ENGINE SERVICES, especializada em reparos de turbinas aeronáuticas, tem 70% da atividade ocupada com clientes estrangeiros. Com vistas à redução dos impostos e dos prazos para a entrega dos produtos, é uma forte candidata a montar uma industria no Galeão. Na verdade, o aeroporto industrial nada mais é do que uma versão mais restrita das zonas francas industriais. A previsão é de que o projeto gere novas oportunidades de negócios e promova uma melhoria ainda maior do atendimento aos clientes e parceiros. A velocidade é cada vez mais exigida nesse transporte, tornando-o o modal aéreo extremamente competitivo e essencial em todo esse processo. MARCÍLIO CUNHA, PROFESSOR UNIVERSITÁRIO, |
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