Pernambuco é o Estado com o maior potencial de desenvolvimento econômico em todo Nordeste, o com mais possibilidade de crescimento nos próximos cinco anos. A economia do Estado passa por constante processo de modernização, recebendo fortes investimentos de capital nacional e estrangeiro. Pernambuco famoso pela belezas de suas praias, passa a despontar no cenário nacional.
A economia pernambucana passa a diversificar em diversos setores, conquistando cada vez mais, novos espaços. Entre os principais projetos, está a refinaria de petróleo da Petrobrás/PDVSA. A refinaria será construída em uma área de 600 hectares, com o investimento previsto de US$ 2,5 bilhões , entrando cada empresa com 50 % do capital. Irá gerar 15 mil empregos durante o período de obras, e quando em operação, comportar 1,5 mil funcionários. Além de tornar o Nordeste independente da importação de derivados de petróleo, vai gerar 230 mil empregos ao longo de quatro anos, considerando todos os investimentos indiretos que poderão ser atraídos. Não há uma previsão exata de entrada em operação. Estima-se que ocorrerá no fim de 2011 ou início de 2012. A produção prevista é de 200 mil barris de petróleo/ dia, com potencial de arrecadar US$ 970 milhões, para a união ,Estado e municípios.
Outro projeto é o estaleiro da Camargo Correira, com investimentos de US$ 170 milhões , gerando 5 mil empregos diretos. Tratando-se de uma montadora de navios e plataformas de petróleo,sendo o maior estaleiro do hemisfério sul, deverá gerar mais de 25 mil empregos indiretos em outras empresas fornecedoras.
Outro projeto estruturante , está em fase de construção pela empresa italiana Mossi & Ghisolfi - M&G, com investimentos de US$ 2 bilhões em uma fábrica de PTA ( matérias-primas do poliéster) e outra de POY ( filamentos de poliéster ), além de uma unidade de PET.
Outro destaque, é a Empresa Brasileira de Hemoderivados e Biotecnologia- HEMOBRÁS, localizada na cidade de Goiana será geradora de 150 empregos diretos e 1000 empregos indiretos. O investimento inicial de R$ 162 milhões e a fabrica produzirá em escala internacional de albumina, imunoglobina. O complexo processará 450 mil litros de plasma por ano.
Importante referendar, os segmentos têxteis e de moda, intimamente ligados, tomam posição maior em Pernambuco, no pólo do agreste,onde três cidades agregam os negócios deste segmento : Caruaru, Toritama e Santa Cruz do Capibaribe, respondendo por 73% da produção do setor no Estado. São cerca de 12000 empresas no setor têxtil , que produzem, em média , 690 milhões de peças anualmente, gerando R$ 1,72 bilhão .
Outro pólo no caminho do futuro é o do Araripe, integrado pelos municípios de Araripina, Trindade, Ipubi, Ouricuri e Bodocó, atualmente com a produção de 1,2 milhão de toneladas de gesso e 3,3 milhões de toneladas de gipssita com por ano.
Outro setor importante é o do agronegócio, que movimenta US$ 500 milhões/ano. Mas o setor de serviços é o predominante, movimentando 59,6% no Produto Interno Bruto ( PIB ).
Com uma economia de base sólida, o Estado participa de setores de ponta, como o da Tecnologia da Informação e Logística, industrias de alimentação, bebidas, metalurgia,mecânica,têxtil e gesseiro.
Com o previlégio de sua localização geográfica, Pernambuco faz divisa com cinco dos nove Estados do Nordeste,tendo fácil acesso por rodovia,por via marítima ou aérea,estando distante à 800 km das cidades de Fortaleza e Salvador. Desta maneira,se caracteriza como corredor logístico para o país nas relações com o mercado nacional e internacional.
Possui dois aeroportos internacionais nas cidades do Recife e Petrolina.
Quanto ao porto de Suape, com 15,5 metros de calado, situado estrategicamente em relação às principais rotas marítimas da Costa Leste da América do Sul, América do Norte, Europa e Ásia, está classificado entre os quatro principais portos do país, com um hub port ( porto concentrador de cargas ). O porto recebe navios de 5600 contêineres.Um complexo industrial e portuário com 29 hectares e mais de 50 empreendimentos nas áreas industrial, de logística e e prestação de serviço portuário. Nos próximos cinco anos, deverá receber investimentos privados da ordem de R$ 8 bilhões.
A expectativa é que os investimentos aqueçam a economia do Estado. O leão do norte voltará a rugir. Trata-se de uma mudança radical na história econômica do Estado. Sai do ciclo permanente da cana-de-açucar, alcançando outros projetos estruturadores, que chegam para mudar a face econômica e social de Pernambuco.
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Marcílio José Bezerra Cunha – Consultor e Professor Universitário e
Diretor do Gelpe