A posição do porto de Suape em relação aos mercados do Nordeste, geograficamente periférica, aumenta a importância da logística marítima, componente essencial para alcançar a competitividade global de nossos produtos exportáveis. Instalado em Cabo de Santo Agostinho, na região metropolitana do Recife, conta de sua profundidade 16,5 metros no canal de acesso e 15,5 metros na beira do cais. O Porto de Suape, permite atracar supercargueiros com até 170 mil toneladas de peso bruto o que equivale a cerca de 13.000 contêineres de 20 pés.
Devido a sua estrutura de operação, eleva Suape a condição de hub port,
porto concentrador e distribuidor e distribuidor de cargas. A localização geográfica do porto pernambucano permite um ganho de dois dias sobre o porto de Sepetiba (RJ) e de até quatro dias sobre o porto de Santos (SP) para navios que vêm da Costa Leste da América do Norte ou do continente europeu. O Porto de Suape é o terceiro do País a ter scanner de raios X para captar imagens de dentro de um contêiner. Somente os portos de Santos e o do Rio de janeiro usam essa tecnologia hoje.
A perspectiva da Receita Federal é de redução do contrabando e do descaminho. O uso do equipamento também é importante para o mapeamento de cargas e rotas suspeitas.
Os portos de Santos e de Suape firmaram em maio de 2001 uma parceria que permite ao porto pernambucano receber navios que possam atracar no Porto de Santos, o maior da América Latina. Os grandes cargueiros que não puderem atracar no litoral paulista por causa da profundidade passarão primeiro por Suape para fazer o transbordo da carga para embarcações menores.
A precária condição das estradas brasileiras, cobrança de pedágios e a estabilidade monetária têm feito a navegação de cabotagem voltar a ser uma opção para as empresas nacionais. Na faixa litorânea brasileira ( com mais de 8 mil quilômetros de extensão ), tem potencialidade para transitar produtos de médio e alto valor agregado. No Brasil, as saídas semanais de navios ainda são muito baixas – enquanto na Europa, de Roterdã a Lisboa a média de saídas é de quatro por semana, nos portos do Nordeste ela está em 1,2. Além da dificuldade de ampliação dos portos nacionais, faltam navios na costa brasileira.
Mas tenho a certeza, que a medida que os empresários das industrias nordestinas, passarem acreditar e confiar nos serviços de cabotagem,haverá aumento na oferta de navios e os custos de operação serão reduzidos. Assim, com o valor de frete menor o Porto de Suape irá fortalecer a consolidação de Pernambuco como corredor logístico para o país nas relações com o mercado nacional e internacional.Marcilio Cunha é formado em Engenharia e Administração com Mestrado em Engenharia de Produção. Consultor de empresas e Professor Universitário, é Diretor do GELPE – Grupo de Estudos da Logística em Pernambuco.
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